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POSSESSÕES DEMONIACAS NAS IGREJAS PENTECOSTAIS
POSSESSÕES DEMONIACAS NAS IGREJAS PENTECOSTAIS

Possessões Demoníacas nas Igrejas Pentecostais

Por Rodrigo Coutinho 

 

Um tema polêmico que cresceu de forma descomunal graças aos cultos (neo)pentecostais foi o da possessão demoníaca e do exorcismo. Sabemos que durante o período de vida de Jesus, Ele libertou muitas pessoas que eram acometidas da posse ou influência de demônios em suas vidas. O Novo Testamento cita algumas das ocasiões:

 

Surdez:

 

E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. (Marcos 9:25)

 

Mudez:

 

E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. (Marcos 9:25)

 

Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. (Mateus 12:22)

 

E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. (Mateus 9:32)

 

Insanidade

 

E CHEGARAM ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender; Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras.E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.

E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.(Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.)E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar.

E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. (Marcos 5:1-15)

 

Aqui encontramos alguns dos muitos casos de expulsão de espíritos imundos que causavam alguma enfermidade nas pessoas. Claro que obviamente as ações dos espíritos não se limitavam tão somente em colocar doenças nas pessoas, mas nestes exemplos encontramos um dos pontos chaves para o estudo deste capítulo: a manifestação da personalidade demoníaca.

Usei a palavra “personalidade” justamente para diferirmos atos feitos pela pessoa em si e atos que só poderiam ser feitos por intermédio espiritual (no caso, demoníaco). Como na vida de cristãos devemos ter a personalidade (o modo de agir) semelhante ao de Cristo, uma pessoa supostamente possessa de algum espírito maligno adere à personalidade daquela entidade maligna, ou no menor dos casos, expõe ações que delatem a presença ativa de um espírito imundo (semelhante ao caso em Marcos 5:1–5).

Podemos ter outro exemplo de uma ação executada pelo auxilio da presença do espírito maligno:

 

E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa. (Atos 19:13-16)

 

Podemos entender, vendo os exemplos citados, que:

 

1. Os sinais de uma verdadeira possessão maligna são visíveis em alguns aspectos e invisíveis em outros;

2. A ação maligna direta sobre uma pessoa influenciará diretamente seu modus operandi, ou seja, se destacará acima da personalidade real da pessoa possessa;

3. Uma atitude puramente humana de tentar conter um verdadeiro possesso por espírito imundo é vã, pois o espírito maligno pode efetuar atos prodigiosos através do corpo que possui (exemplo: força extraordinária);

4. Nem todos os que invocaram/invocam o nome de Jesus puderam/podem expulsar estes mesmos espíritos malignos;

 

Outro fato que podemos afirmar através destes quatro tópicos é que não temos certeza, se caso certo padrão não for seguido, se determinada pessoa sofre ou não de possessão demoníaca. O principal ponto que devemos observar, em minha opinião, é a força física do individuo supostamente possesso; os casos que vimos na estória neotestamentária nos mostra algo em comum em alguns deles que eram terrivelmente atormentados por estes espíritos imundos, e esse algo é a força física. Praticamente super-humanos se formavam a partir da ação dos demônios que possuíam um corpo. Imagina-se que, por exemplo, uma pessoa raquítica não terá força suficiente para deter a ação de duas ou três pessoas em estado físico muitíssimo melhor que o dela, certo? Mas e a partir da possessão de um espírito imundo (ou demônio, se preferir)? Temos um caso a ser estudado com muito cuidado antes de querermos diagnosticar durante uma consulta de um membro da igreja a seus líderes relatando um problema em sua vida.

Muitos líderes pentecostais e neopentecostais trazem decorados scripts em tais consultas: “você sofre por causa da ação de uma possessão maligna em sua vida”, ou “o diabo enviou um de seus demônios para possuir o corpo de seu parente trazendo toda essa tribulação a vida dele – ou a sua”. É grave erro afirmar tais coisas! Sabemos que, sim, Satanás age na vida dos homens levando-os a pecarem contra Deus, incitando-os com manjares imundos e profanos; todavia temos de levar em consideração o fato principal dos males existentes no mundo: a existência da corrupção gerada pelo pecado.

Se não houvesse o Pecado no mundo, consequentemente não existiriam sofrimentos, doenças, moléstias várias, enfim, nada de ruim. Mas o Pecado de Adão e Eva manchou o mundo perfeito que o Senhor Deus criou e a consequência é tudo de ruim que vemos e vivemos diariamente. Por causa do Pecado o homem foi separado de Seu Criador, perdeu a intimidade que tinha com Deus e passou a viver segundo seus próprios intentos tornando-o inimigo de Deus. A expiação da culpa iniciou-se, mais para frente, através de sacrifícios de animais puros (sem defeitos) por um sacerdote que executava o ritual para perdão dos pecados (Levíticos caps. 4 ao 6). Quando o Senhor Jesus veio a este mundo e se fez sacrifício por nós, Ele pagou o preço para nos reconciliar com o Pai cessando assim os sacrifícios ritualísticos estabelecidos em Levíticos para expiação e purificação dos pecados. Não há nenhum obstáculo mais que impeça os escolhidos de se achegarem a Deus através de Seu filho, porém o Senhor Jesus avisou:

 

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16:33)

 

Muito embora o sacrifício de Jesus nos tenha trazido a justificação (para os eleitos predestinados) não afastou a possibilidade de enfrentarmos as mais diversas aflições, sofrimentos e dificuldades nesta vida. Ainda ficamos doentes, ainda sentimos dores, ainda envelhecemos e ainda morremos; mas o prêmio para a nossa consolação é que depois de havermos padecido todas essas coisas nesta terra iremos repousar na Cidade Santa – A Nova Jerusalém, vinda de Deus para todos os Eleitos segundo Sua presciência!

 

O pentecostalismo esquece que vivemos em um mundo em crise e que, obviamente, seremos muitas vezes afetados diretamente por tal crise. Em algumas igrejas pentecostais muitas vezes o foco está mais em falar das ações dos espíritos imundos, de possessões demoníacas, do que da própria Palavra de Deus. Há certo anseio pelo aparecimento de alguém aparentemente “perturbado” pelo Inimigo, assim seus pastores podem mostrar todo o “poder” de que foram revestidos. Em razão de tal anseio, o culto acaba virando um grande circo e, muitas vezes, um show de horrores.

A expulsão de espíritos imundos, para muitos, é um dom ao alcance de qualquer pessoa que invoca o nome de Jesus impondo as mãos sobre outra pessoa que esteja sendo assolada pelo espírito imundo. Para outros este é um dom extraordinário que permaneceu ativo somente entre os discípulos a quem o Senhor Jesus elegeu:

 

E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. (Mateus 10:1)

 

Outros creem que seja um dom extraordinário dado a poucos em nossos dias. Enfim, é um assunto discutido por muitos, mas que não possui uma concordância entre nenhuma das partes (protestantes, católicos, judeus, etc.).

No meio pentecostal, no entanto, vemos com muita frequência sessões de exorcismo (ou libertação, como eles chamam). Pessoas gritando estridentemente sobre o altar após serem para lá levadas por um obreiro, outras ajoelhadas em frente ao pastor da igreja, de mãos para trás como se amarradas por laços invisíveis, gruindo, se debatendo, falando coisas horríveis e contando histórias do que supostamente ele (o espírito imundo) está fazendo de ruim na vida do possesso. Não estou aqui para dizer que estas mesmas pessoas estão fingindo estarem possuídas por demônios, mas há realmente muito que se analisar antes de se crer em tudo o que se vê em igrejas como as pentecostais e neopentecostais que priorizam cultos exclusivos para exorcismos.

Como um ex-membro das igrejas Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus, vi inúmeras vezes os tais “possessos” e me admirava com o espetáculo (afinal na época eu tinha apenas 14 anos de idade quando estava na IURD, principal praticante desse tipo de exorcismo). E é exatamente do que eu via nessas igrejas é que vou falar neste livro agora, pois embora eu pouco entendesse o que estava acontecendo naquela época, absorvi o máximo do que vi para recentemente poder trabalhar na avaliação bíblica dos fatos.

 

Geralmente os momentos de possessões nestas igrejas dava-se em momentos de “forte” oração, nunca em momentos de louvores, em alguns casos (como na IURD) aconteciam nos momentos de entrega de envelopes com os dízimos, ofertas, votos e campanhas.

As orações fortes geralmente possuíam algo de especial, como o uso de mantos, rosas, óleos “ungidos”, ou sal grosso espalhado no chão como um caminho para que as pessoas andassem sobre ele. Arruda (em ramos) também era usada (principalmente na IURD) para aspergir água “consagrada” sobre as pessoas que estavam orando na frente do altar.

 

 

 

 Edir Macedo em suposto exorcismo

 Edir macedo com endemoninhada

 

Pastor pentecostal exorcizando mulher

Batendo na pomba gira 

 

Nesta última imagem o pastor aparentemente gosta de zombar do estado de “possessão” das pessoas. O vídeo está disponível no youtube.com e pode ser visto por qualquer pessoa. Durante este culto ele chama o espírito incorporado na mulher pelo nome de Pomba-Gira, nome este utilizado em terreiros de umbanda e candomblé. Não é raro vermos esta forma de categorizar os espíritos imundos. Os pastores costumam regularmente invocá-los pelos nomes utilizados nas religiões afros, tais como: Pomba-gira, Zé Pilintra, Exu, Exu Caveira, e, até mesmo, Lúcifer (que alguns entendem sendo este o mesmo Exu Caveira das religiões Africanas).

Quando comecei a notar algo de extremo erro nos cultos voltados a libertação, percebi que ao analisar a bíblia nunca em lugar algum os demônios eram chamados por nomes – seja lá qual fosse. Quando Jesus falava sobre algum espírito imundo, Ele sempre se dirigia ao espírito pelo tipo de enfermidade que ele causava na pessoa (ex. Marcos 9:25); o único exemplo, que fora uma exceção devido a gravidade do problema, foi o do homem dominado por uma Legião. Quando Jesus lhe fez a pergunta sobre qual era o nome do espírito que habitava aquele corpo, o nome dado não só serviu como identificação, mas também – como o próprio espírito justificou com ‘Somos muitos’ – para dar a contagem aproximada de quantos espíritos habitavam aquele homem. Se levarmos em conta que o corpo do exército romano era chamado de Legião devido ao seu alto número de soldados (10 coortes de 600 soldados) podemos dizer que aquele homem tinha sido possesso por um grupo de aproximadamente 6000 demônios, mas se simplesmente contarmos pelo número de porcos que se afogaram depois que Jesus permitiu que os espíritos saíssem do homem e fossem para a manada, então teríamos um aproximado de 2000 espíritos – quantidade estimada de porcos que se afogaram (Marcos 5.13). Este foi o único caso citado na Bíblia!

Algo muito importante em notarmos também quando tratamos da possessão demoníaca nas igrejas pentecostais e neopentecostais é a chamada “entrevista” com os espíritos malignos. Parece que é uma espécie de regra dentro destes ministérios entrevistarem pessoas supostamente manifestadas com espíritos malignos para saber o que o tal espírito está fazendo na vida da pessoa, quem o enviou, por meio de que tipo de trabalho (geralmente macumbaria/feitiçaria), etc. Sem exceção os ministérios neopentecostais fazem dessa prática uma parte importante da liturgia e, talvez, até mais que a própria Palavra pregada. Dedica-se muito tempo em falar das ações malignas ao invés da maravilha da obra de Cristo por meio de sua vida e morte.

As Escrituras Sagradas não apoiam a prática destas igrejas, pois ela fala muito explicitamente sobre as falácias do diabo:

 

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. (João 8:44) [grifos meus]

 

Nem mesmo o próprio Senhor Jesus deixava que os endemoninhados pronunciassem palavra quaisquer que fossem. O Senhor repreendia imediatamente qualquer tentativa de pronunciar palavra por parte dos espíritos malignos.

 

E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. (Marcos 1:23-25)

 

E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal. (Lucas 4:35)

 

Não sendo suficiente este erro dentro das igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais, alguns líderes ainda afirmam que há formas de fazer o espírito maligno falar a verdade (contrariando João 8:44). Na IURD, lembro-me (pois fui membro da mesma por alguns anos), os pastores incitavam a presença dos espíritos malignos chamando-os pelos nomes da religião afro-brasileira, após a possessão ocorrer começava a entrevista com os espíritos malignos que possuíam as pessoas. Quando, raramente, os espíritos malignos se recusavam a falar os pastores faziam a igreja estender as mãos em direção aos possessos e mandava a igreja pedir para Deus “queimar” os espíritos (literalmente fazer chover fogo sobre os espíritos). Ameaçavam constantemente os espíritos malignos para que estes respondessem suas perguntas (dos pastores/bispos). Todavia, pergunto: Como se convence um espírito maligno? Como se ameaça efetivamente um ser espiritual plenamente consciente de sua derrota no último dia? Como? Um demônio falando a verdade?

 

E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. (Apocalipse 20:10)

 

A Palavra afirma o destino final dos demônios quando o Senhor Jesus iniciar o julgamento da humanidade. A Palavra afirma que Satanás sairá derrotado e sofrerá eternamente. A Palavra declara que toda escória da humanidade e do inferno seguirão o diabo em seu castigo eterno, sendo assim, como um pastor tem a sutileza de querer ameaçar um espírito imundo seja lá com quais ameaças sejam?

O estudo sobre a possessão maligna nos dias de hoje é em si um assunto muito delicado e, tratando da forma como – principalmente – o neopentecostalismo trata, fica pior ainda. Meu intuito não é me estender dentro do assunto, afinal, trata-se de um tema que merece um livro somente para ele, tamanha a sua complexidade.

Mas já vimos que esta prática das igrejas (neo) pentecostais não é aprovada pela Palavra de Deus; a doutrina destas igrejas não vem do alto, mas dos próprios homens que buscam muitas vezes, fraudulentamente, enganar e desviar a muitos do verdadeiro caminho. Como diz o versículo:

 

Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. (Mateus 15:9).

 

E também diz:

 

MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; (I Timóteo 4:1-2).

 

Os homens que praticam as doutrinas neopentecostais de expulsão de espíritos são tão presunçosos quanto a “seus dons” que pronunciam as mais terríveis falácias diante de suas igrejas, tal ousadia não se vê nem mesmo nos anjos que são superiores aos homens.

 

Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (Judas 1:9).

 

Um fato mais interessante ainda é pastores utilizando de espíritos malignos nos cultos para confirmarem suas próprias ações denominacionais, tais como votos, ofertas, campanhas e etc. E meu canal no youtube, disponibilizei alguns vídeos de “entrevistas” feitas com espíritos imundos (supostamente) manifestados em pessoas dando ênfase a necessidade dos membros da IURD em fazerem as campanhas ali propostas, AFIRMANDO que Deus mudará o quadro da vida daquelas pessoas. Leia abaixo alguns destes diálogos:

 

[Espírito Maligno]

 

- Você quer dar pro povo o que eles não podem dar.

 

[Bispo/Pastor]

 

- Então quer dizer que ninguém aqui é ‘fiel’?

 

[Espírito Maligno]

 

- Não! Se fosse fiel, essa igreja estaria cheia de testemunho.

 

[Bispo/Pastor]

 

- Então quer dizer que você quer colocar a dúvida na mente das pessoas?

 

[Espírito Maligno]

 

- Eu não. O povo. O povo é ladrão. Eles roubam o seu Deus.

 

[Bispo/Pastor]

 

- Tá vendo, pessoal? [fala com a igreja e se dirige novamente ao espírito] – Você é fiel ou não?

 

[Espírito Maligno]

 

- [palavras incompreensíveis em resposta, mas continua dizendo em seguida]...gasta com remédio, mas não bota no envelope! Vocês querem receber o quê? [refere-se o espírito a suposta infidelidade do povo – com a igreja ou com Deus?]. – Comigo vocês tem uma aliança!

 

[Bispo/Pastor]

 

- Tem uma aliança com o diabo?

 

[Espírito Maligno]

 

- Para a vergonha do seu Deus. [gargalhada de vilão de cinema].

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você não quer que ninguém sacrifica?

 

[Espírito Maligno]

 

- Eu quero envergonhar o seu Deus. Essa é minha missão aqui na terra: Eu quero envergonhar o seu Deus! [novamente gargalhada de vilão de cinema]. – Dez mil Reais ganhei para destruir a vida dessa desgraçada [demônio aceitando dinheiro?] oito anos atrás... Dez mil Reais! [novamente gargalhada].

 

[Bispo/Pastor]

 

- Foi o sacrifício que você ganhou?

 

[Espírito Maligno]

 

- Foi. Pra destruir o casamento dela. [gargalhada malvada]

 

[Bispo/Pastor]

 

- Olha lá, oh, o pessoal vai dar oferta pra ‘Jesus’, oh!

 

[Espírito Maligno]

 

- Sempre essas mesmas pessoas... cadê os outros? Isso aí, aprendendo comigo. Meu carro do ano tá lá na porta da minha casa, desgraçado. Só importado!

 

[Bispo/Pastor]

 

- E o carro do povo?

 

[Espírito Maligno]

 

- É um fusca miserável, [gargalhada] mal paga a gasolina. Ainda deve os outros. Vai fazer Fogueira Santa [principal campanha da IURD] devendo os outros? Vou te acusar na mente!

 

[Bispo/Pastor]

 

- E se eles fizerem o sacrifício?

 

[Espírito Maligno]

 

- Aí eu sou obrigado, né? Eu fujo. [o áudio está falho nesta parte e o que se dá para entender é isso]

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você vai ver dia 14.

 

[Espírito Maligno]

 

- Quando? [o espírito maligno não entendeu o que ele disse?]

 

[Bispo/Pastor]

 

- Dia 14.

 

[Espírito Maligno]

 

- Antes disso esse povo para. Eu vou parar esse povo. EU VOU PARAR VOCÊS! Esse povo tem medo de mim [diz algo incompreensível]... esquece do teu Deus, não tem fé. Corre pro teu braço, profeta [?], o povo não tem fé. Por isso vive na lama!

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você não quer que ninguém sacrifique?

 

[Espírito Maligno]

 

- Não vai!

 

[Bispo/Pastor]

 

- Ta bom.

 

[Espírito Maligno]

 

- Eu te garanto que esse povo não vai sacrificar... eu te garanto. Ninguém tira isso de mim. Eu to 72 horas no ‘roncó’ bebendo água de ‘abô’...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Pra quê?

 

[Espírito Maligno]

 

- Pra impedir que esse povo da Universal sacrifique na Fogueira Santa desse Israel. Nós estamos nos unindo no inferno...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Quer dizer então que estão fazendo sacrifícios pra Fogueira Santa dar errado?

 

[Espírito Maligno]

 

- Isso. Foi uma ordem, estão derramando sangue de boi pra amarrar a vida desse povo, pra esse povo ficar fraco, desanimado, não ter força pra sacrificar: desistindo, reclamando, murmurando e duvidando do seu Deus. É esse o nosso preço lá na nossa casa e estamos conseguindo – 80% desse povo tá desistindo, desgraçado!

 

[PAUSA DRAMÁTICA PARA MENSAGENS NO VIDEO INCENTIVANDO A PESSOA A PARTICIPAR DA CAMPANHA... CITANDO 1 PEDRO 5.8].

 

Como citei antes desse dialogo diabólico entre pastor e demônio (suposto demônio, na verdade), o diabo colabora com a campanha da IURD dando dicas aos membros sobre o que fazer para ser abençoado ou não. Vejamos um outro exemplo em que o pastor diz claramente que o diabo tem uma mensagem para o povo (exatamente, o diabo teve espaço exclusivo para dar um “aviso” ao povo na igreja). Vejam bem (todos os vídeos estão em meu canal no youtube):

 

[Bispo/Pastor]

 

- Ele [o diabo] veio aqui para dar um recado pra vocês. Como é que é? Repete aí...

 

[Espírito Maligno]

 

- Vai [vou?] tirar férias como muitos fazem...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Vai voltar dia 13 porque é depois da sexta-feira do sacrifício?

 

[Espírito Maligno]

 

- Só volto na metade da outra semana pra ter certeza de que vocês [bispos/pastores] não estão mais pedindo. E eu já to preparando os “irmão” [irmão: membros de outras igrejas que não pregam a teologia da prosperidade]. Os “irmão” que vão ficar na saída de toda reunião: ‘vem pra minha igreja que lá não tem sacrifício’. [gargalhada malvada] – Tá tudo armado, tudo armado por mim, por mim...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Porque você que você é tão preocupado que o povo não sacrifique? [a pergunta chave para a alegria do bispo]

 

[Espírito Maligno]

 

- Porque eu odeio... odeio isso! Eu odeio! O sacrifício me queima... me arruína! Sou obrigado a sair!

 

[Bispo/Pastor]

 

- O que é que vai acontecer com esse povo se eles crerem na direção que tá na minha boca? [ele dá uma exagerada ênfase a parte sublinhada – lembremos-nos de Mateus 24.24] – Fala!

 

 

[Espírito Maligno]

 

- Uma vitória vai tá chegando na mão deles...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Que tipo de vitória? Que vitória?

 

[Espírito Maligno]

 

- Casamento reconstruído, a cura, a libertação, a vida financeira abundante, o filho saindo da mão do malandro...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Mais o que?

 

[Espírito Maligno]

 

- ...filha saindo da mão da Gira (pomba-gira), mas só se sacrificar. Se botar o cabrito (sacrifício imperfeito, segundo a lei mosaica) eu vou continuar... porque eu sei... eu sei... eu sei... eu sei... eu sinto fogo na presença de quem tá sacrificando...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Onde você se esconde no meio da igreja? No meio do povo, pra que as pessoas não sacrifiquem?

 

[Espírito Maligno]

 

[gargalhada malvada] – Nas diagonais... de ponta a ponta. Eu corro em diagonal... eu corro em diagonal...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você usa quem, que tipo de pessoas pra depor contra a fé?

 

[Espírito Maligno]

 

- Os que tão aqui dentro não tão convertido... até eles eu uso. Não tão na fé... não tão na fé já tão quase caindo! Eu não quero que ninguém suba.

 

[Bispo/Pastor]

 

- Qual é o recado que você trouxe de Lúcifer pra essas pessoas? Fala aí...

 

[Espírito Maligno]

 

- Muitos vão até pegar o envelope porque é um pedaço de papel, mas não vai cumprir... não vai cumprir... não vai... Até uma hora antes do dia 12 eu vou atuar...

 

[Bispo/Pastor]

 

- É o teu desafio?

 

[Espírito Maligno]

 

- Eles também... esses são os primeiros que eu quero derrubar.

 

[Bispo/Pastor]

 

- Quem os ob... quem?

 

[Espírito Maligno]

 

- É o primeiro...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Os obreiros?

 

[Espírito Maligno]

 

- Vou derrubar com uniforme e tudo!

 

[Bispo/Pastor]

 

- Os obreiros?

 

[Espírito Maligno]

 

- Eles mesmos!

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você quer impedir também os obreiros de sacrificar?

 

[Espírito Maligno]

 

- Vou... Já ta to impedindo... Já tem um pobre coitado que não vai participar...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Como é que é?

 

[Espírito Maligno]

 

- Já tem um com a cabeça decidida que não vai sacrificar...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Aí...

 

[Espírito Maligno]

 

- É crente velho [gargalhada malvada]... eu cauterizei a mente com o tempo...

 

[Bispo/Pastor]

 

- Você fez o que?

 

[Espírito Maligno]

 

- Cauterizo a mente daqueles que tão acomodados na fé... eu to é preocupado com quem tá aqui dentro. Quem ta la fora já é meu... os que tá aqui dentro é que eu quero arrancar.

 

Neste trecho o bispo dará uma ênfase quase absurda para sua fala:

 

[Bispo/Pastor]

 

- Esse povo de sexta-feira... quem gritou o nome deles pra estar aqui neste primeiro dia de Fogueira Santa, quem foi? Fala o nome dele que gritou. Não foi contra mim que se rebelaste, nem que levantaste palavra arrogante, ergueste os teus olhos contra o Santo de Israel, aquele que me possui, ‘por isso eu coloco um anzol no teu nariz e um freio na tua boca, tu vai voltar por onde veio’, maldito! Qual é o nome daquele que gritou o nome desse povo? O nome de quem chamou e invocou pro sacrifício esse povo?

 

[Espírito Maligno]

 

- Jesus Cristo...

 

[Bispo/Pastor]

 

- E o que é que você pode fazer pra impedir o valente de subir no altar e mudar de vida?

 

[Espírito Maligno]

 

- Nada... mas eu vou tentar...

 

[fim do diálogo]

 

Bem, como comprova estes dois diálogos entre bispo e endemoninhado, a IURD faz uso do ensino e aprovação de demônios para suas ações. Muitas outras denominações fazem a mesma coisa, embora a Universal de maior ênfase a vida financeira. Qualquer igreja que pratica tais coisas não podem ser consideradas como uma igreja sadia cujo ensino está biblicamente aprovado. A apostasia está em todas as igrejas e líderes que praticam tais coisas.